sexta-feira, 13 de abril de 2007

A Última Palavra

Sim, é o fim. Ainda faltam 3 dias para o fim do estágio, mas de qualquer modo, trata-se da última edição, a XXI, que encerra a minha participação no jornal, enquanto "estagiário" (que já o era apenas nominalmente), e praticamente encerra a minha aventura jornalística, também. Tudo leva a crer que esta será mesmo a "minha" última contribuição, embora ainda não tenha recebido nenhum feedback por parte dos responsáveis do estágio.
Seja como for, já o disse aqui várias vezes, esta experiência já valeu pela auto-gratificação intelectual e pessoal que me proporcionou, além de que provei a mim próprio que sou capaz de ser muito bom, em algo. O reconhecimento que é válido para mim, pode ser suspeito para os outros, que, maugrado todas as evidências, nunca me posicionaram em verdadeiro estado de igualdade.
Fica a aprendizagem, a qual me permitiu aperfeiçoar a arte da pluma, e a certeza, de que qualquer pessoa que saiba ler e escrever poderia desempenhar esta profissão - mas poucos são dotados de instinto e de talento para ela. X

domingo, 1 de abril de 2007

Mais Uma Baixa

Depois da última edição, na semana antes desta, onde pouco ou nada participei por ter estado incapacitado devido à Lombalgia já mencionada anteriormente, esta semana tive hipótese de contribuir com uma dose cavalar, que acabou mesmo a discutir o destaque da 1ª página.
No entanto, encomendado para duas páginas, a reportagem acabou acotoveladoramente espremida em uma só. Tem o meu nome, mas não o meu beneplácito.
Devido às interferências e reduções que o meu trabalho sofreu, por intervenção de colegas, enquanto eu estava ocupado a fazer trabalho que cabia a um deles, o meu destaque vai para o meu trabalho não-assinado. Apesar de mais discreto, tem no entanto o meu toque pessoal e a garantia de maior independência em relação a alterações expúrias.
Enfim, sempre que há divergências na Redacção e pouco espaço no jornal, o meu pouco peso lá dentro vem ao de cima. No entanto, no fim da semana fui tido como útil - mais uma vez - para desempenhar um serviço que não pertence às minhas funções na Redacção, embora seja admissível dentro do estágio e do bom relacionamento com a Direcção - acabei a fazer duas colectas de facturas, mas como profissional irrepreensível, aproveitei a deslocação para realizar, expontanêamente, mais um trabalho para a próxima edição.
Literalmente, o Jornal não irá ter € para me pagar, embora eu até trabalhasse abaixo do meu valor real... parece mentira, especialmente no dia (mentiras) de hoje, mas...

sábado, 17 de março de 2007

Consagração ao 2º Mês

Acho que já escrevi aqui, anteriormente, que se o estágio acabar sem futura continuação no Jornal, para mim, de qualquer modo já terá valido a pena. Aliás, se eu morresse amanhã, tinha já cumprido uma das ambições que tinha desde há muito – conhecer e falar com o Prof. José Hermano Saraiva… pode não parecer muito, mas para mim significou bastante. E a entrevista, embora curtíssima (foi a possível), teve boa aceitação da parte da Direcção do Jornal, merecendo-me os seus parabéns… e também as melhoras, pois a parte do “se eu morresse” não está assim tão deslocada da realidade como poderia parecer, pois só estou a escrever isto hoje, porque tive alta do Hospital ontem, onde passei 6 horas desagradáveis com uma das piores dores imagináveis – uma espécie de espasmo lombar, que me impedia de sentar, andar ou dobrar, em qualquer posição.

Apesar de ter sido razoavelmente “bem tratado” lá, o que dizem dos cuidados de saúde em Portugal e dos hospitais em geral, é completamente verdade. Uma vergonha. Lastimosos. Embora não pretenda alongar-me mais sobre este assunto, registe-se apenas que os próprios auxiliares que lá trabalham pensam de igual modo, assim como os bombeiros do INEM que me transportaram, já para não falar de até o médico que me assistiu se ter queixado… realmente só lá fui, porque embora estivesse a cerca de 500 metros de casa, não conseguia lá chegar. Sintomático de ser avesso a ir a hospitais, é na Recepção não terem lá uma ficha com o meu nome… até aquele momento.

Bem, mas voltando ao jornal, acho que esta edição está muito boa, mesmo. No meu caso especialmente, será uma dolorosa, mas memorável edição “colector’s item” , graças à entrevista com o admirável historiador.
Resumindo, já valeu a pena... e apesar da dor ainda não ter desaparecido por completo, penso voltar ao "estágio-barra-emprego" na 2a feira, ainda para mais, o Director disse, sem margem para dúvidas, que "conta comigo"... só falta saber se não foi por temor que eu invoque "acidente de trabalho"...

sexta-feira, 9 de março de 2007

RELATIVIDADE

Depois de uma semana em que muito havia para publicar, e tanto ficou de fora, esta semana voltou a acontecer o "ficou de fora", mas sem a desculpa do "muito para publicar"... opções editorias, mais uma vez. No problem. É para isso que se inventou o blog.
Para a semana, duvido que aconteça o mesmo, já que é chegada a "grande surpresa" que andei a antecipar - por minha iniciativa, irei entrevistar uma das poucas pessoas vivas que admiro: JHS. Don't miss the follow-up...

sexta-feira, 2 de março de 2007

Olhó Ardina Quentinho

Finalmente percebi porque os ardinas anglo-saxónicos gritavam "Extra, Extra!"...
Depois de uma edição em cheio, a semana passada, eis o uma edição cheia, esta semana. Tão cheia, que os meus trabalhos foram estropiados e comprimidos para outros caberem. Tudo bem, são opções editoriais, e o trabalho dos outros tem sempre mais peso, ainda que gordura não seja formusura...
Pergunto-me eu, e as colegas, porque diabo tive que trancrever uma entrevista de quase 5 páginas, quando o autor, que a conhecia melhor que ninguém, ia ter que a reduzir e editar a uma página...
Mais difícil de entender, são outras alterações, completamente arbitrárias e sem nexo. No caso, nem foi um texto, mas uma foto - como as minhas colegas não tinham muito por onde escolher, ofereci-me para trazer de casa uma foto de um castelo, que por acaso tinha visitado há alguns anos, sendo que a foto estava muito boa e perfeitamente apta para publicação. Alguns dias depois, o editor substituiu a foto por outra em que mal se distingue o castelo, à distância, quanto mais identificar o local... mas são opções.
Por último, e para acabar, falharam os distribuidores do Jornal. Daí que, à última da hora, foram recrutados novos distribuidores - o Director deu o exemplo, e a recepcionista mais o estagiário aqui, ficaram com os digitos dedais completamente como carvão, de tanto jornal (3 000) em palete, que entregaram. Foi "mais uma vertente do trabalho no Jornal que você ficou a conhecer", disse o "chefe"... não me parece que seja preciso um estágio para andar a carregar maços de jornais, nem é da minha área; embora o tenha feito por solidariedade, para ajudar, e sem esperar receber alguma contrapartida (como de facto), a não ser, pelo menos, mais reconhecimento, nem que seja no final do estágio. Já ajuda, no entanto, lançarem (brevemente) a edição online, porque assim, muito do que não cabe geralmente na edição em papel, pode acabar na net, e isso já será da minha competência, se não me puxarem o tapete...

sábado, 24 de fevereiro de 2007

O Melhor Número

Numa semana em que contámos com menos um elemento (o editor - férias), e menos um dia (o Carnaval - feriado), a edição desta semana não só ficou pronta mais cedo do que é costume, como, a meu ver, é uma das melhores em conteúdo e interesse - em larga medida, porque eu tive direito a uma maior participação na composição do jornal (não tinham alternativa, éramos só dois na Redacção), pelo que posso reclamar metade da paternidade desta edição.
Sem entraves de ordem editorial, eu avancei com o trabalho que me havia calhado, mais o que a minha colega, sobrecarregada, me foi passando, conquistando com a qualidade do meu trabalho, pela primeira vez, duas páginas completas (separadas) no jornal, fora as "breves" que vão saindo espalhadas pelas demais páginas. Acho mesmo que merecia duas páginas dedicadas a cada história, e não apenas uma para cada; mas já não foi mau, porque o espaço destinado às minhas peças era muito menor, inicialmente.
Parecendo talvez, que exalto de mais o meu contributo, não é caso para modéstias, porque foi realmente uma semana muito trabalhosa, a primeira em que senti que estava a trabalhar sob "pressão" - do tempo, e por contágio da colega que esteve à beira da exaustão, sem receber mais por isso, sem ter nada encaminhado ou facilitado, e que não deixou de trabalhar mesmo depois de saber que a sua avó (que já estava em estado terminal há algum tempo) havia falecido... tem muita fibra, aquela moça.
Conseguimos, pois, poucos mas bons, mostrar que não precisamos de editores mas de mais organização, e que somos capazes de darmos conta do recado, sózinhos. O único problema disto, é não recebermos mais por isso... apenas mais trabalho e responsabilidade. Mas quem "escreve por gosto", só cansa se a sobrecarga de responsabilidades se tornar um (mau) hábito...

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2007

Tudo em Corso

O dia começou com música - o que é sempre agradável, para mais eram os ritmos irresistíveis dos "Terra Samba" - estava quase a arrancar um Corso de Carnaval, por sinal, a sair mesmo em frente ao Jornal. Não estava muito mal, os fatos e máscaras estavam bem feitos, também doutra maneira não vale a pena, penso eu de que.

Daí fui entrevistar uma Doutora, por extenso, e bem merece o título, sem dúvida a entrevistada mais "high-profile" que tive oportunidade de conhecer até agora, ainda que não seja propriamente uma "celebridade".

No entanto, o grande achado do dia, foi o que encontrei a caminho da entrevista: uma daquelas ocasiões à lá "Portugal ao seu melhor", que obviamente, registei para gáudio dos letrados.
Para concluir, e na sequencia da entrega da chave no inicio da semana, fui agora autorizado a "sacar" o PC + monitor + rato + teclado, mais propriamente, do Director do Jornal, que por passar menos tempo no Jornal, cedeu-o ás minhas dedilhações. A partir de agora, acabaram-se as desculpas para não trabalhar mais...

Quanto à edição desta semana, parece-me um pouco pálida em relação a anteriores, não no aspecto gráfico, mas de conteúdo e interesse. Nota-se nítidamente a ausência das minhas dedilhações, pois esta semana contribui pouco, dado ter passado mais tempo no exterior a recolher material que vai saír, presumivelmente, na próxima semana; pelo que será uma edição muito mais forte - ficai atentos, ò vós que não cogitais nada, para este monologo!